quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Já é Carnaval!!! - dicas de blocos infantis



02/02 (Sábado)

Bloco da Pracinha
Onde: Praça Pio XI, Jardim Botânico
Hora: 10h

Bloco da Mamadeira
Onde: Praça General Leandro, Botafogo
Hora: 17h

3/02 (Domingo)

Gigantes da Lira 
Onde: Pracinha da General Glicério, Laranjeiras 
Horas: 10h-14h 

Largo do Machadinho, mas não largo do suquinho.
Onde: Largo do Machado
Hora: 11h-14h

10/02 (Domingo)

Que caquinha é essa?
Onde: Rua Garcia D’ávila esquina com Nascimento Silva, Ipanema
Hora: 10h

11/02 (Segunda)

Banda Infantil de Ipanema
Onde: Praça General Osório
Hora: 17h-19h30

Bloquinho
Onde: Praça Min. Romeiro Neto, Leblon
Hora: 17h-19h

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

E aí, comeu?



"E aí, Bento comeu?". Há dois meses, é com essa frase que começam todos os telefonemas que dou para casa durante a semana. Desde que completou um ano, e passou por uma virose terrível que deu aftas na garganta, ele nunca mais foi o mesmo. Aquele bebê que abria a boca feito um pintinho cada vez que sentia o cheirinho da papinha simplesmente desapareceu. E eu que pensava que tinha dado a sorte dele comer de tudo, bem diferente de mim, que segundo minha mãe, já cuspia os legumes desde sempre...

E o que faz uma criança parar de comer? Dentes nascendo? É, pode ser... Mudança de papinha para sólidos? Pode ser também, já que algumas crianças têm preguiça de mastigar. Conheço mães que, cansadas da guerra na hora de comer, acabam oferecendo papinha para crianças já consideradas bem "velhinhas" pra isso. Mudança no ritmo do crescimento? É o que alguns médicos dizem. Segundo eles, isso pode causar falta de apetite. Seja lá o que for, a verdade é que passar uma hora dando comida para uma criança que vira a cara, chora, bate na colher, cospe tudo e até joga o prato no chão, é desesperador. Primeiro, porque a gente se preocupa. Segundo, porque é cansativo mesmo! 

Dia desses eu vivi o meu limite quando Bento deu uma palmada inesperada no prato e eu vi o a comida voar para todos os lados na sala... Perdi a paciência e dei um grito que o fez começar a chorar. Me senti desequilibrada e culpada. Disse ao Bruno que assim que ele começar a entender um pouco mais da vida vou mostrar uma foto das crianças desnutridas na Somália e  explicar: "Bento, meu filho, está vendo isso? Chama-se desnutrição e é causada pela falta do que comer. Muitas crianças no mundo não tem o que comer e morrem por isso. Então meu amor se você não quer comer, simplesmente diga isso para a mamãe, mas JAMAIS jogue comida no chão". Pronto, simples assim. 

Mas a partir desse dia, decidi que a hora de comer não poderia mais ser tão estressante. Para começar, resolvi acreditar naquele papo de pediatra "Ele não vai ficar desnutrido porque deixou de comer direito um dia". Então, se Bento não quer comer, não come. Tento oferecer lanchinhos, como frutinhas, geleia de mocotó, gelatina e outros. E assim vamos. Tem dias que ele come super bem e outros que fica de manha. Ah é. Por que além do dente e de todas as mudanças, também tem essa opção. E eu já reparei que o Bento e sua personalidade forte implacável fazem manha na hora de comer. É tipo assim: ele sinaliza "mãe, quero aquela garrafinha de plástico que está na mesa". Enquanto eu não dou, ele vira a cara para a comida. E quando eu cedo e entrego a bendita garrafinha - ou qualquer outro objeto que lhe pareça interessante, como chaves (impressionante a paixão por chave!) - o apetite aparece assim, como que por um milagre. Então, no caso do Bento, às vezes trata-se apenas de descobrir o porquê da manha do momento. O que também me preocupa, já que ele não pode simplesmente aceitar comer quando fazemos o que ele quer. Mas aí estamos falando de outra guerra, que vale um post só pra ela. 

Aproveitando o tema do post, fiz uma pequena entrevista com a nutricionista Nara Corona, que acaba de lançar a fan page Nara&Duda, junto com a nutricionista Maria Eduarda Ourivio.  Na página você encontra excelentes dicas de alimentação para grávidas e bebês. As duas sócias, que antes de ser tornar mães de duas lindas menininhas, respectivamente, já trabalhavam na área infantil dando consultoria em creches e escolas, resolveram se concentrar em atender de forma personalizada. Hoje, elas visitam grávidas, mamães e seus bebês, para auxiliar numa alimentação saudável e funcional. "São mil dúvidas com relação a alimentação, preparo, o que escolher, entre outras coisas, que inclusive nós tivemos quando as nossas pequenas começaram a comer, foi quando no especializamos!", contou Nara. Em breve, a dupla vai abrir um espaço para atender esse público. 

1) Quais são as maiores dúvidas dos pais a respeito da alimentação de seus bebês?

De cara é como começar, por onde começar. Imagina que um bebê nunca experimentou outra consistência diferente da líquida, e de uma hora pra outra, temos que introduzir alimentos mais pastosos e ensiná-los a mastigar. É tudo muito novo! Depois, as principais dúvidas são com relação ao modo de preparar a comida do bebê, quais alimentos escolher e como variar.

2) Qual a melhor maneira de fazer as mudanças na alimentação (do leite materno à introdução de papinhas. Das papinhas para a comidinha e etc...)?

A transição do LM para os alimentos sólidos deve ser feita com cuidado e atenção às possíveis reações que o bebê pode ter com cada alimento novo, por isso devem ser feitas um a um e sem pressa na evolução. A forma de preparo e o cuidado com a higiene também são fundamentais nesse momento, porque podem evitar contaminações.

3) Qual a quantidade ideal de papinha/ comidinha por refeição e como deve ser a evolução disso?

A quantidade vai ser determinada pelo bebê, varia de um pra outro e deve ser respeitada, acontecerá conforme a percepção de quem oferece.

4) Quais são as fases mais críticas na alimentação do bebê?

É muito comum o bebê apresentar anorexia própria da idade (redução do apetite) relacionada ao crescimento dos dentinhos, que pode acontecer a qualquer momento. A partir de 1 ano a velocidade de crescimento diminui bastante o que também pode ter reflexos no apetite.

5) Nesses casos, qual a melhor forma de manter o bebê alimentado?

Oferecendo alimentos mais calóricos e de qualidade como banana, abacate e o próprio leite. Se o bebê aceitar bem o leite ele pode ser fortificado com frutas, farinha a base de arroz ou aveia dependendo da idade. Nas principais refeições podem ser oferecidos arroz ou raízes como batatas e aipim. Lembrando que cada bebê tem uma preferência, alguns preferem alimentos mais pastosos como purês e outros alimentos mais crocantes, por isso a forma de preparar vai variar de acordo com cada bebê.

6) Na correria do dia a dia e, principalmente, do fim de semana, para não cair na papinha pronta, muitas mães congelam a refeição. Mas ficam algumas dúvidas: quanto tempo a papinha pode ficar congelada? Tem problema dar o mesmo cardápio por alguns dias seguidos?

A comida pode ser perfeitamente congelada para o fim de semana. Se os pais desejam que seus filhos se alimentem de forma saudável com alimentos frescos devem congelar o menor tempo possível, dentro do necessário. Se for preciso congelar as refeições da semana toda, não é problema, mas sempre que puder oferecer uma refeição fresquinha, o sabor vai ser bem mais intenso.

Quanto ao cardápio o ideal é que haja uma rotatividade evitando a monotonia, sempre que possível evitando transtornos para os pais. 

7) Em caso de precisar partir para uma papinha pronta, quais são as opções de papinhas prontas orgânicas?

Opções mais saudáveis no mercado seriam as papinhas do Empório da Papinha e da marca Jasmine, são as únicas marcas orgânicas nacionais.

8) Quais alimentos não podem faltar no cardápio do bebê?

Uma opção de carne (ou ovo inteiro) + 1 raíz ou arroz + uma opção de legumes verdes + uma leguminosa ( feijões;lentilha;ervilha) + uma opção laranja em dias alternados

9) Quais alimentos devem ser evitados?


Todos ricos em açúcar, sal, gordura saturada e aditivos químicos.

10) O bebê vai crescendo e a gente sabe que fica cada vez mais difícil mantê-los longe das guloseimas. Nas festinhas, então, é praticamente impossível. Com qual idade é recomendado que o bebê experimente esses alimentos (brigadeiro, sorvete e etc)?

Procure levar frutas ou biscoitos mais saudáveis e de preferência dê um lanche antes de sair de casa. Não há melhor idade, mas também não há razão para oferecer alimentos exageradamente doces ou gordurosos na fase em que o paladar está sendo formado.

11) Além de frutas, o que podemos oferecer para substituir, de forma saudável, esses alimentos (sugestões de coisas gostosinhas, mas não tão gordurosas ou saudáveis)?

Polvilho, bolo caseiro de frutas, milho verde, e outros tipos de snacks que podem ser encontrados com facilidade em lojas de produtos naturais preparados com ingredientes orgânicos.


Nara Corona é especializada em Nutrição Clínica Funcional 
e hoje atua na área infantil. Ela é esposa do Miguel e mãe de
uma linda menininha, Nina, de 1 ano e meio.