sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O melhor dos mundos é você quem faz - Creche ou babá?

Amoxil, Claritromicina, Predsim, Berotec, Atrovent, Trobex, Tylenol, Novalgina, Clenil A, Therason, Hixizine, Allegra etc. Se identificou? Então se não for pediatra, muito provavelmente é mãe de um bebê. E deixa eu adivinhar... Ele está na creche??? Pois é... Eu sei bem o que é isso. Bento já tomou todos esses remédios e mais alguns  (e olha que não tem nem um ano!). 

Colocamos ele na creche com apenas 4 meses e meio. É, foi cedo, mas eu precisei voltar a trabalhar e  ter uma babá nunca foi uma opção. Não tínhamos ninguém de total confiança e nos parecia muito estranha a ideia de deixar Bento aos cuidados de alguém que nós não conhecíamos. Isso sem falar nas inúmeras histórias de babás cruéis que a gente escuta por aí. Já a creche tem uma lista de vantagens: São várias pessoas, e não uma só, dividindo a paciência e tolerância necessárias. A creche tem um nome a zelar, ou seja, é mais difícil fazer algo errado com seu bebê. Ao invés de deixar seu filho na frente da TV 80% do dia com uma babá, na creche há pedagogos criando mil atividades educativas para bebês que convivem e interagem com bebês! Bento entrava sorrindo e saía sorrindo, alimentado e de banho tomado. Parece o melhor dos mundos, se não fossem as viroses... 

O pesadelo já começou no primeiro mês de creche. Uma tosse tão forte que o fazia vomitar. Bronquiolite. Primeira vez na emergência. Duas na mesma madrugada. E era só o começo. Depois vieram mais e mais viroses, otite, conjuntivite... E haja nebulização! É bem assustador. A cada consulta com a pediatra - que a essa altura vira a pessoa mais presente em sua vida - as receitas eram cada vez maiores, e a caixa de remédios impressionava. 

Aos oito meses do Bento nos vimos obrigados a tomar uma decisão difícil: Era preciso tirá-lo da creche e achar uma babá. Num primeiro momento, hesitamos. Mas a cada vez que olhávamos para nosso pequeno com o nariz todo entupido, peitinho ofegante, com aquela lista de remédios em volta... O coração dizia que não tinha mais jeito. Por um mês, um esforço coletivo das avós deixou Bento em casa. E de repente nosso bebê virou um menino esperto, sem catarro no nariz, sem chiado e faminto! Não nos restou dúvidas... Fomos em busca de uma babá, mas com determinadas regras. Não queríamos uma pessoas para dormir e nem passar o fim de semana com a gente. A babá estaria ali apenas nos momentos em que não podíamos estar, do contrário, nós queríamos continuar cuidando de nosso filho. Além disso, era preciso incluir atividades em seus dias. Brincadeiras, música, parquinho e etc. 

Semana q vem, completa um mês que Diléia e Bento se conheceram e as coisas estão indo muito bem! A emergência não faz mais parte de nossas vidas (amém), a caixa de remédios está guardada no fundo do armário! E nosso pequeno aparece a cada dia com uma novidade! É "parabéns", "índiozinho', "dancinha", "abraço", "beijo" (é a Di arrasando nas atividades!)!

Não sou contra a creche, muito pelo contrário. Bento voltará para a dele assim que acharmos prudente. Mas acho importante mostrar para os pais que estão sofrendo com as viroses que a opção "babá" pode não ser um bicho de sete cabeças. E apesar das pessoas ficarem dizendo "isso passa, é fase, tem que pegar virose mesmo", só cabe a nós pais decidirmos até onde ir. Reconhecer e assumir os nossos limites e de nosso bebê, mesmo que esses sejam diferentes da maioria , é sempre muito saudável para toda a família.  

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Sem obrigações - uma nova proposta

Eu tive a ideia desse blog em março, quando ainda tinha só uma vaga noção do que se tornaria minha vida com a presença do Bento. Em suma, abandonei o projeto quando ele nem mesmo tinha começado. A proposta inicial, como explico aqui, era publicar histórias de diferentes famílias. Mas o fato é que não tenho tempo para me deslocar e entrevistar as pessoas. Pelo telefone então, é ainda mais difícil. Por isso, resolvi mudar um pouco. Sinto uma necessidade enorme de dividir certos momentos da maternidade. Até porque acredito que pais podem e devem se comunicar. Essa troca de informações sempre ajuda, acalma. Eu mesma já busquei blogs de mães e pais por aí para entender melhor o que se passa com minha família. E em muitos casos, as informações foram de grande serventia. E no meio desses textos, revelações ou até desabafos, espero conseguir publicar histórias de outras famílias. Mas nada com obrigação. Afinal, tudo o que eu não preciso nesse momento é de mais uma obrigação em minha vida.